Por Pedro C. Costa
A estória se deu num interior indeterminado, quando dois compadres se encontram pelo caminho e a conversa foi sobre as eleições deste ano. Para evitar erro e cometer alguma injustiça, o nome deles será: 'UM' e 'OUTRO'.
Qualquer semelhança com a realidade ou o envolvimento do nome dos candidatos ao cargo majoritário do país, terá sido somente uma mera e feliz coincidência. A pronúncia peculiar de ambos será preservada neste diálogo.
- UM: Êi cumpade, tá 'duro e árduo' a lida nos 'campos', num é?
- OUTRO: Que palavrão é esse de ardo? Num intendí.
- UM: Eu quis dizê penoso cumpade, meu filho diz que 'duro e árduo' é penoso.
- OUTRO: Ah! Agora intendí! Achei que essa coisa tinha havê com as eleição.
- UM: Falá nisso! Já escolheu o seu candidato prá votá nesse ano?
- OUTRO: Inda não! Vô me interá mior desse assunto! E ocê?
- UM: Eu tamém! Mais... 'Di uma' coisa eu sei! A gente não pode se omiti.
- OUTRO: 'Ah é sô', eu sei! A omissão num resorve nada! Tem mais a dizê?
- UM: 'Di uma' outra coisa que sei bem, meu voto é sagrado!
- OUTRO: 'Ah é sô', isso sim! E o meu é segredo!
- UM: Ô cumpade, apareceu gente por lá procurano terra prá fazê pista de pouso?
- OUTRO: Não! Só fiquei sabeno que deram uma pasadena por essas bandas.
- UM: Pasadena cumpade? Que palavrão é esse?
- OUTRO: Passadinha, eu quis dizê!
- UM: Ah, bem! Vamo imbora cumpade, senão como diz arguém: 'O dia arréia'.
- OUTRO: Inté então cumpade! Vamo deixá prá nóis prosear mais um outro dia.
Pedro C. Costa é um dos criadores e idealizadores do blog Estórias e causos.
Fonte: http://estoriasecausos.blogspot.com.br/
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