sexta-feira, 30 de maio de 2014

Correndo atrás

Por Pedro Paulo

Não é raro ouvirmos numa conversa entre duas pessoas que não se veem faz um tempo algumas delas dizerem que estão correndo atrás do prejuízo. No entanto, essa expressão soa negativamente a partir da perspectiva que se deve perseguir ou apenas correr atrás do lucro, o que é bem melhor.

Dia 22 deste mês foi feita uma ação em 11 Estados, a campanha chamada de o "Dia da Liberdade de Impostos". Nessa ação foram oferecidos alguns produtos com redução de mais de 40% de descontos, em média. A iniciativa partiu de um grupo de empresários e associações comerciais com o objetivo de chamar a atenção do povo para o alto valor dos impostos que os brasileiros pagam.

A tentativa dos empresários se faz no sentido de conscientizar a população de que a carga tributária é injusta e penaliza não só quem produz e precisa vender, como também os consumidores. Foram exibidas em algumas praças, shoppings, produtos com a taxação e a diferença do preço final que se paga e uma tabela de quanto o Governo já arrecadou este ano em impostos.

As estatísticas revelam que o povo brasileiro tem que trabalhar durante cinco meses durante o ano somente para pagar impostos, feito um burro de carga, literalmente. O Governo deveria aplicar o que está sendo arrecadado em favor do povo, mas, só temos pra dizer o que nos falta, que são os investimentos na área da saúde, educação, segurança, saneamento, infraestrutura, etc.

A mudança pelo visto está a perder de vista e ao que parece, para nós brasileiros infelizmente, a esperança é a única que morre, quando deveria ser a última. Talvez, estejamos sendo condenados a viver indignados e correndo atrás do prejuízo.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Humilhação!


Por Pedro Paulo

Hospital oferece garrafa pet para idoso urinar

Um idoso de 91 anos que estava internado na emergência de um hospital na zona leste de São Paulo recebeu apenas uma garrafa pet com um buraco quando pediu para ir ao banheiro. Ele estava com a perna quebrada e não havia assistentes e equipamentos para auxiliá-lo na ida ao banheiro. Veja todos os vídeos do Brasil Urgente.

Não tenho muito a comentar, vou usar o clichê do Datena que ele usa sempre para exprimir a sua indignação:
"Me ajuda aí ohhhhh!"
Segue abaixo o link do vídeo.

Fonte: http://noticias.band.uol.com.br/brasilurgente/video/2014/05/27/15051519/hospital-oferece-garrafa-pet-para-idoso-urinar.html

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Eca!

                                  Imagem: http://lirrthum.blogspot.com.br/
Por Pedro Paulo

O título que dei a esse post indica geralmente um sentimento de nojo, náusea ou enjoo. Pode significar também asco, repulsa, ojeriza, etc. Faço essa abertura para tentar exprimir o sentimento que muitos capixabas manifestaram no dia 18 deste mês, quando se deu o início da cobrança do pedágio que terão que pagar em todo o trecho que corta o Estado na Rodovia BR-101/ES.

A reclamação dessa cobrança se faz, porque somente no início do próximo ano é que se dará o começo das obras de duplicação da Rodovia. Essa condição já estava prevista nas cláusulas do edital do processo de concessão feito pelo Governo Federal através de um leilão, vencido por um consórcio de empresas e está sob a responsabilidade da Eco 101 Concessionária de Rodovias S.A.

No portal G1, Globo/ES (link abaixo), podemos ver uma matéria que a reclamação não era somente dos motoristas que percorrem a rodovia, mas também dos produtores rurais que precisam da estrada para escoar a sua produção. Isso significará aumento de preços a serem repassado à mesa de todos consumidores.

A indignação é que se sabe que de acordo com o edital do contrato, a Rodovia terá metade da duplicação somente daqui a cinco anos e após dez anos a conclusão do restante dela. A cobrança vem como uma antecipação do serviço que será prestado e isso o povo não quer aceitar. Eca! Dizer que isto faz parte do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento). Dá para engolir isso?

Link: http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2014/05/pedagio-da-br-101-comeca-ser-cobrado-em-pracas-do-es.html

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A Idade Mídia

Por Pedro Paulo

O paralelo que fiz do título com a imagem foi na intenção de traçar o momento absurdo que vivemos hoje. Nossa época já vem sendo denominada a "Idade da Mídia". Entretanto, infelizmente parece que estamos vivendo um retrocesso no consciente das pessoas, pois foi exatamente na época da Idade Média que as pessoas eram condenadas à morte na fogueira por uma simples acusação ou suspeita de heresia ou bruxaria.

O linchamento de uma mulher inocente ocorrido no início deste mês em Guarujá no litoral de São Paulo, foi uma demonstração de que a violência perpassa o limite da razão. Foi apenas uma notícia que se espalhou como um rastilho de pólvora nas redes sociais que provocou essa injustiça gravada e divulgada.

Vivemos um momento ímpar por todo o nosso país, quando vemos em diversas manifestações o povo clamando por direitos e por justiça social. É legítimo o clamor popular pelo fim da corrupção que se arraigou no meio político e por uma melhor gestão da coisa pública. Porém, sabemos que o governo tem sido bastante omisso no atendimento à demanda da população.

Mas nada justifica que possa existir uma justiça praticada pelas próprias mãos. É assustador saber que a concentração urbana desordenada, a criminalidade e o envolvimento com as drogas por uma população cada vez mais jovem, acabou por deixar o estigma da violência marcar a mente de muitas pessoas.

As Escrituras Sagradas relatam que uma mulher foi levada até Jesus, pois foi apanhada em adultério e de acordo com a lei dos judeus naquela época, ela deveria ser apedrejada. Jesus porém, alem de não condená-la, disse aos seus carrascos: "Aquele que não tem pecado que atire a primeira pedra". Ocorre que todos se retiraram e a seguir Jesus disse para ela não cometer mais aquele ato.

A busca pelo fim da impunidade, tão esperado por todos nós, não pode ser o motivo pelos quais se violarão os direitos individuais. Precisamos hoje que o clamor por justiça seja coberto pela misericórdia e pelo amor.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Que lugar é esse?



Por Pedro Paulo

Não desejo plagiar o grande sucesso (Que país é esse) do poeta Renato Russo, que o deixou imortalizado num refrão muito usado nas manifestações pelo Brasil afora, nessa música que nos leva a uma reflexão muito relevante:

"Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação

Refrão: Que país é esse?
Que país é esse?..."

Dizer que a situação está ruim não chega a ser novidade quando se fala da saúde. Talvez, seja mais fácil falar da falta dela. Não sou um portador de más notícias, mas, a julgar pelo que se tem visto a coisa precisa melhorar e muito.

Sabemos que falta o básico para um atendimento de qualidade necessário. Há uma grande carência de médicos e as filas sobram na hora de conseguir o atendimento. Pode-se ver nos noticiários que as pessoas estão morrendo nas portas e até dentro de unidades de saúde por falta de um atendimento com urgência ou por falta de um médico especializado naquele momento.

Há poucos dias eu vi uma reportagem na TV de uma senhora reclamando muito de um posto de saúde em que ela buscou atendimento aqui na grande Vitória. Ela dizia muito indignada que aquilo (posto) devia ter outro nome. O nome mais próprio devia ser SUS-to. Porque dizia ela: falta tudo, falta médico, falta remédio, gente para atender e até curativo. Estava cansada de solicitar uma especialidade médica e quando ia ali levava era susto, pois ali faltava de tudo.

Na mesma semana deste fato, vi outra manifestação de uma senhora que havia perdido um parente. Foi nos termos que ela empregou externando toda a sua indignação que me lembrei dessa música tão atual e por isso usei uma das suas palavras também para titular esse post. Suas palavras foram:

 - Onde nós estamos?
 - Onde nós estamos?
 - Mas, que lugar é esse?

domingo, 4 de maio de 2014

Confusão

Por Pedro C. Costa

Essa é uma estória in-verídica (ou verídica não se sabe ainda...). Mas, ressaltamos, toda e qualquer semelhança com a realidade terá sido uma mera e rara coincidência. Vamos a ela rapidamente, senão como diz meu filho, o dia "arreia" (termina).

Trata-se de um diálogo entre a presidente da Petrobras com um dos seus colaboradores ou assessores, confesso estar confuso, não sei bem como chamá-lo. Isto se deu justamente durante a audiência em que a presidente havia comparecido no Senado para defender a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

Bem, para que o leitor não se confunda (e vamos rezar, senão o Brasil afunda), quero descrever primeiro outro diálogo que ocorreu entre a presidente com os seus interrogadores.

Interrogador:
 - Como foi mesmo? Esse negócio foi bom?
A presidente:
 - Eu acho que não foi!

Outro interrogador:
 - A senhora acha mesmo ?
A presidente:
 - Eu acho, mas tenho dúvidas.

Um outro interrogador, depois:
  - Se a senhora diz que acha, não tem certeza?
A presidente:
 - Eu disse que acho e estou achando que os senhores estão querendo me confundir.

Depois de tanta interrogação, a presidente virou para o seu assessor e pediu pra trazer um suco, pois estava cheia de água e cafezinho que lhe serviam. Ele se prontificou e foi logo providenciar o suco. Quando ele retornou, a presidente foi logo perguntando se ele havia conseguido. Vejamos o diálogo:

A presidente:
 - Você conseguiu?
O assessor:
 - Só consegui de abacaxi!
A presidente:
 - Dá uma pasadena nesse abacaxi pra mim.
O assessor:
 - O que a senhora disse mesmo?
A presidente:
 - Já estou me confundindo, eu queria dizer, dá uma passadinha nesse suco de abacaxi para mim.

*Pedro C. Costa é um dos criadores e idealizadores do Blog Estórias e causos.
Fonte: http://estoriasecausos.blogspot.com.br/