quarta-feira, 30 de abril de 2014

In-diferença

Por Pedro Paulo

Domingo passado (27 de abril), durante a partida entre Barcelona e Villareal pelo campeonato espanhol, um torcedor atirou uma banana perto do jogador brasileiro Daniel Alves, que num gesto rápido, comeu a fruta. Eu particularmente, achei muito positivo que o jogador não tenha feito nenhum gesto obsceno àquela tentativa de ofensa.

Esse fato gerou repercussão imediata na mídia e produziu essa declaração ("Eu também gosto de bananas") que vem sendo feita por jogadores, artistas, pessoas famosas e se espalha pelos quatro cantos do mundo em um ato de indignação contra o racismo e a favor da atitude do jogador brasileiro.

Atitudes racistas contra jogadores e outras classes de pessoas tem sido muito comum e infelizmente continuarão ocorrendo em todo o mundo. Não pretendo afirmar qual seria a melhor forma de repúdio que merece um tolo que comete esse tipo de crime. No livro de Provérbios 13.16, temos: "Todo prudente age com conhecimento, mas o tolo espraia a sua loucura".

A in-diferença que as pessoas manifestam pelos outros é um grande pecado que demonstra falta de amor. O des-amor é o oposto do ensinamento nas Sagradas Escrituras, pois ela nos revela que "Deus é amor". Em I João 4.8 lemos assim: "Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor".

Ainda temos em I João 4.20: "Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê". A intolerância, o racismo e outras formas de indiferenças que muitos tem usado para excluir as pessoas da sua maneira de pensar, são atitudes de quem não tem a capacidade de amar. Simplesmente, é isso...

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O conhecimento sempre fica

                    (Foto: Biblioteca Estante Livre) http://labmuy.cc/?p=579

Por Pedro Paulo

No post do dia 7 (deste mês), eu disse que gostaria de ter muitas notícias boas para postar. Hoje, venho relatar que gostei de saber de um projeto piloto cujo objetivo é fazer circular a literatura por lugares com difícil acesso aos livros. Trata-se da Biblioteca Estante Livre que foi tema de uma reportagem na afiliada da TV Globo no Espírito Santo. Deixo abaixo o Link da matéria exibida e também o site do projeto de onde extraí o texto abaixo do blog e também esta imagem.

“O livro vai e volta. O conhecimento sempre fica”. É sob esse lema que será inaugurado no dia 12 de abril, a partir das 15h, em Burarama (distrito de Cachoeiro de Itapemirim – ES), o projeto Biblioteca Estante Livre. Este é o pontapé inicial de uma ação antenada com o que já vem acontecendo ao redor do mundo. Trata-se de uma biblioteca diferente: nela, os leitores escolhem o livro e levam para casa sem qualquer tipo de cadastro ou intermediário, devolvendo-o assim que finalizar a leitura, para que a obra possa ser lida por outras pessoas.

Vale a pena conhecer essa iniciativa, pois a leitura é fundamental na formação das pessoas. Essa ação inovadora vem demonstrar que o livro vai e volta, mas o conhecimento sempre fica.

Link: http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2014/04/distrito-do-es-recebe-projeto-de-biblioteca-sem-cadastro.html

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Isso eu "agarantiu"!!!

Por Pedro Paulo

O assunto do momento aqui em Vitória-ES é a suspensão provisória feita, pelo Governador do Estado, neste dia 22 (terça), do pedágio na terceira ponte que liga a cidade de Vitória a Vila Velha. Estamos às vésperas das eleições e o Governador que aspira a reeleição garantiu em entrevista à Imprensa que essa decisão em favor do povo não se trata (acredite quem quiser...) de uma medida eleitoreira.

A cobrança deste pedágio é cercada de muita polêmica. Isto porque o primeiro processo de concessão que foi feito com o consórcio de empreiteiras (ORL), que assumiu o restante da obra (menos de 25% restantes), iniciada com os recursos do Governo do Estado do Espírito Santo, teria um prazo de vigência. Esse pedágio seria cobrado à partir da inauguração da ponte que se deu em agosto de 1989 até abril de 1998 quando essa cobrança acabaria. A ponte estaria paga!

Entretanto, isto não aconteceu. Em dezembro de 1998, no Governo de Vitor Buaiz, o Estado delegou à iniciativa privada, através de um contrato com o Grupo Rodosol, o direito de continuar com o pedágio na forma de obras a serem feitas na manutenção da ponte, reforma e ampliação (da Rodovia do Sol) que faria parte do pacote de concessão. Assim, o pedágio teve a sua continuidade firmada por mais 25 anos.



Esse contrato vigente, que tem sido alvo de investigação até do Ministério Público, tem uma série de irregularidades. Agora, pela pressão da sociedade que está cansada dessa exploração e pelas manifestações de indignação por parte da população, está recebendo atenção especial das autoridades, que se comprometem a dar um fim digno a esse processo tão penoso a população.

Sabemos muito bem que o pedágio é uma bitributação. No valor da gasolina está incluído o tributo de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide) e parte dele é destinado às estradas. Quando se abastece um carro, o tributo correspondente ao pedágio já está sendo pago. Temos visto nos noticiários que muitas estradas privatizadas estão cheias de problemas e que as empreiteiras que detém a concessão da cobrança nem sempre são punidas.

O governo assina um atestado de incompetência na utilização dos recursos arrecadados que deveriam garantir a manutenção da malha rodoviária em todo o nosso território, mas o que temos visto só tem uma garantia:  no final das contas o único quem paga as contas é o povo.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

É só falta de educação?

Por Cláudio Marra

A gravidade dos tempos em que vivemos é percebida pelo nervosismo latejante em muitos textos que na mídia abordam a realidade brasileira de nossos dias. Pessoas de diversos estratos culturais registram que a sociedade está enferma.

Isso mesmo. A sociedade. Não se trata mais de denunciar apenas a classe política e os equívocos dos três poderes da nação, mas de reconhecer que o mal é geral. As recorrentes tentativas de linchamento de bandidos ocorridas em diferentes locais do país, por exemplo, atropelam o fato de serem elas mesmas formas de banditismo e os comentários de setores da mídia sobre serem tais tentativas expressões de revide da sociedade chancelam esses crimes. Como poderia a sociedade continuar obstinadamente elegendo criminosos – os do mensalão e outros – se não estivesse ela mesma anestesiada pela corrupção que abriga em seu dia a dia, negando-se a respeitar o direito do próximo em filas, no trânsito, nos estádios e em outros locais públicos, cometendo violência contra o seu meio e buscando cada um apenas seus próprios interesses?

Várias vozes afirmam resultar tudo isso da falta de educação. Com a tranquilidade de herdeiros da tradição Reformada, concordamos, mas entendemos ser necessário esclarecer que falta de educação não é sinônimo apenas de falta de escolas. É que, mesmo onde há escolas, faltam muitas vezes valores. Faltam valores em nossa sociedade, e eles não se perderam por distração, antes, foram abandonados por convicção. Isso mesmo. Foi abraçada a ideia de que a educação deveria ser promovida sem os valores da herança judaico-cristã, a mesma que buscou sempre promover e universalizar a educação. A Reforma, particularmente, mostrou o impressionante efeito de sua influência nos países que a abraçaram. Nessa linha, o educador Reformado Comenius sustentava que era preciso “ensinar tudo a todos”, mas a educação não seria ministrada de modo divorciado do reconhecimento da soberania de Deus. Ao contrário, decorreria dela. Não se daria a transmissão de conhecimento como se isso pudesse ser feito de modo isolado dos valores defendidos pela fé cristã ou, afinal, sem quaisquer outros valores.

Sim, sem quaisquer outros valores, porque quando o Ocidente defende uma educação “destituída de valores”, negam-se os mencionados valores judaico-cristãos, mas adotam-se outros, verdadeiros “des”-valores. Se a verdade não é o que a Escritura assim apresenta, então cada um conceberá a sua própria e instalam-se o caos e as trevas.

O Brasil e as nações precisam hoje de luz para prosseguir, a luz do Senhor: “Atendei-me, povo meu, e escutai-me, nação minha; porque de mim sairá a lei, e estabelecerei o meu direito como luz dos povos” (Is 51.4). Essa luz alcança as nações por meio do evangelho de Cristo pregado pela Igreja até o fim destes tempos difíceis.

Cláudio Marra - Casado com Sandra, é jornalista, pastor presbiteriano e editor da Cultura Cristã.

Fonte: http://www.ultimato.com.br/conteudo/e-so-falta-de-educacao
Via: http://conhecimentoerazao.blogspot.com.br/2014/04/e-so-falta-de-educacao.html

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O protesto através da Fé

                              Imagem e texto extraído do portal G1/ES da Globo

Homem é morto e padre faz missa ao redor do corpo em rodovia de Vitória

Padre caminhava com fieis pelas ruas do bairro na Procissão de Ramos.

Fiéis comungaram diante do corpo e concordaram com a atitude do padre.


Um homem, de 25 anos, foi encontrado morto a tiros no início da manhã deste domingo (13), na Rodovia Serafim Derenzi em frente a uma igreja evangélica no bairro São Pedro, em Vitória. O padre Kelder Brandão, que caminhava com fiéis da igreja católica pelas ruas do bairro na Procissão de Ramos, decidiu parar e celebrou a missa ao redor do corpo.

O padre Kélder Brandão disse que realização da missa no local foi uma forma de protestar. “No período da procissão uma pessoa foi assassinada e achamos por bem realizar a missa aqui, onde aconteceu o homicídio, porque não podemos ficar indiferentes a esta situação. Começamos hoje a Semana Santa, em que nos reportamos a Paixão de Cristo, que foi vítima de violência em seu tempo. Quando um jovem, um ser humano, tomba em nossas ruas é essa memória que devemos atualizar”, explicou.

“A gente se depara com a ausência do poder público. O povo começa a querer praticar a justiça e estabelecer a segurança pública a partir de si próprio, isso não pode acontecer em um estado democrático de direito. A gente clama para o poder público reassumir o seu protagonismo de trabalhar eficazmente na segurança pública da nossa população. É muito triste ver nosso membros, ou filhos deles, morrendo desta forma. É uma situação que precisa de uma resposta imediata, não dá para ser a médio e longo prazo”, disse o padre Kelder Brandão.

"É uma situação que precisa de uma resposta imediata, não dá para ser a médio e longo prazo"
Kelder Brandão, padre

domingo, 13 de abril de 2014

Culpa de quem?


Por Pedro Paulo

O nosso Brasil registra diferenças regionais da fala até dentro de um mesmo estado. De Minas Gerais onde vivi por mais de quarenta anos ainda guardo muitas expressões, como o famoso “uai”, “cadê”, “trem bão”, “cê toma jeito” e outras. Nesse blog pretendo usá-las sem avisar sempre. 

Geralmente quase todo mineiro quando cisma que algo não é bom, diz que aquilo é um abacaxi (que é uma fruta maravilhosa). Quando alguém fala de um assunto que não lhe interessa, diz que a pessoa está falando abobrinha. Quando alguém lhe faz raiva, manda plantar batatas e por aí vai. Eu estou achando que essas manias de mineiro estão se espalhando pelos órgãos do governo e já vou explicando. 

Segundo o IPCA, a inflação de março deste ano é de 0,92% e é a maior desde 2003. O IBGE afirma que um dos produtos que mais influenciaram a alta da inflação foi o tomate. Porém, segundo os analistas de economia, o governo gasta sempre mais que arrecada e aumenta os juros para segurar a inflação, isso não resolve e causa aumento nos preços para todos os consumidores. 

O governo não fez investimentos no setor elétrico e quando ocorre um apagão, aparece o Ministro, põe a culpa nos raios e o governo diz que tem aumentar o preço da energia, será que vão culpar o São Pedro?

É assim que vai se desenrolando esse desarranjo na administração pública. Estão tentando enfiar goela abaixo dos brasileiros uma história que deixa a gente indignado! O tomate toma nome de vilão quando ninguém do governo tem a honestidade de assumir os seus erros.

Alguém tem que avisar ao coitadinho do tomate o que estão dizendo no governo:
   - Tomate, toma-a-ti essa responsabilidade!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O negocião do Mineirão

 POR LEONARDO DUPIN*

No ano passado publiquei neste blog um texto sobre o repasse de dinheiro público pelo governo de Minas ao consórcio Minas Arena.
“A concessionária Minas Arena terá direito de operar o Mineirão por 25 anos. Para isso investiu R$ 654,5 milhões, dos quais recolheu do BNDES R$ 400 milhões. Nesse período, a empresa terá um retorno assegurado (em parcelas fixas e variáveis), conforme seu desempenho financeiro. Por exemplo, se o negócio não render lucro e a empresa tiver prejuízo, o governo repassaria ao consórcio um valor mensal que pode chegar até R$ 3,7 milhões por mês. O contrato assinado estabelece uma faixa de garantia: se o negócio render até R$ 2,59 milhões por mês, o governo completa a diferença entre R$ 3,7 milhões e R$ 2,59 milhões. (…) o contrato assinado impossibilita a chance de prejuízo para a empresa, o mesmo não acontecendo com os cofres públicos. Ainda que o estádio fique fechado durante esses 25 anos, o faturamento do consórcio nesse período vai passar de R$1,1 bilhão”.
Um ano depois, de acordo com matéria do jornal “O Tempo”, as previsões se confirmam:
“Em 2013, por força de um contrato firmado entre o governo mineiro e a Minas Arena, o Executivo repassou à companhia R$ 44,4 milhões apenas para garantir o lucro mínimo de R$ 3,7 milhões mensais à empresa. A obrigatoriedade de assegurar o lucro da parceira é contratual. O repasse equivale a cerca de R$ 700 por assento do estádio – são ao todo 64 mil. A empresa registrou prejuízos em todos os 12 meses de 2013.”
E o dinheiro público, repassado às empresas que compõem a Minas Arena (Egesa, Construcap e Hap Engenharia), depois irriga a campanha do Lacerda (PSB) e dos Tucanos mineiros. Aliás, um bom dado para ser atualizado nesse ano de eleição.
Resta saber, onde está o Ministério Público mineiro?
*Leonardo Dupin é jornalista e Doutorando em Ciências Sociais pela Unicamp.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

"Me engana que eu gosto!"

Por Pedro Paulo

Nesta segunda-feira (07/04/14), o vereador Gideão Svenssom (Serra-ES) esteve na TV Gazeta para denunciar que ele considerava ser uma vergonha o que vem ocorrendo na Câmara de Vereadores da Serra. Os vereadores registram a presença e abandonam o plenário. A seguir a sessão é encerrada por falta de quórum. São duas as sessões (na segunda e quarta das 18:00 às 21:00 horas). 




(Imagem da Câmara de Vereadores da Serra) (Foto: Reprodução/TV Gazeta)  







Segundo Gideâo os vereadores permanecem nas dependências da casa e o salário (mais de 9.200,00 reais), o mais alto do estado, é recebido normalmente. O vídeo dessa entrevista pode ser visto no portal G1/ES da Globo. 

Justamente por causa da repercussão na mídia, aconteceu que na primeira sessão semanal desta segunda-feira o plenário estava cheio, teve quórum e até entrevista com um jornalista da Gazeta por causa dessa denúncia.

Assim, ontem (terça 08/04/14) quando escutava o primeiro noticiário da TV Gazeta enquanto estava envolvido na cozinha com o café, percebi que o repórter que esteve na sessão do dia anterior entrevistava outro vereador da Serra (não vi qual) sobre a denúncia feita, querendo saber que justificativa teriam para dar a sociedade. 

A resposta foi que o fato deles, os vereadores, não estarem em plenário não quer dizer que eles não estavam trabalhando.

Pois bem. Creio firmemente que não era a função do repórter dizer se achava que a resposta do vereador era suficiente para os cidadãos, mas, e o povo, o que teria a dizer?

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Você sabia?

                                         Imagem: Pedro Kirilos / Agência O Globo
                               
Por Pedro Paulo

Sábado escutei na Rádio CBN Vitória, uma notícia que eu ainda não sabia. Era sobre as dificuldades que enfrentam as recicladoras de garrafa PET. Para tentar entender melhor a razão desse entrave, visitei o site da ABRAPET e descobri essa matéria relevante que vou reproduzir apenas os três primeiros parágrafos, vejamos:

Além das dificuldades tributárias enfrentadas há anos pelos recicladores do PET a ABREPET – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA CADEIA DE  SUSTENTABILIDADE DO PET identificou um problema tão sério que poderá acarretar o fechamento de diversas recicladoras desse ramo da reciclagem porque as empresas não conseguem concorrer com os preços da matéria prima virgem (extraída do meio ambiente), que estão sendo negociados bem mais baratos do que os da matéria prima reciclada.

Segundo o presidente do CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem, Victor Bicca: Uma empresa de papel, por exemplo, paga uma certa quantidade de impostos para produzir e comercializar seu produto. Se ela recolhe e ainda recila o papel para revendê-lo novamente, ela pagará mais uma vez esses impostos. "É como se fosse uma bitributação", explica Bicca. Não é à toa que o papel reciclado que se compra nas papelarias é mais caro que o comum, mesmo sendo produzido pela mesma empresa. 

A ABREPET entende que a solução para esse problema seria a implementação
de dois direitos garantidos aos recicladores e que constam na Lei 12.305/2010 que instituiu o Política Nacional de Resíduos Sólidos, são eles: a) incentivo fiscal com a desoneração tributária; b) tornar obrigatório o uso, inicialmente de, pelo menos, 30% de matérias primas e insumos derivados de matérias recicláveis. 

Gostaria de ter sempre boas notícias para postar. Gostaria de noticiar que muitas pessoas tiveram oportunidade de deixar os lixões para trabalhar em usinas recicladoras. Gostaria de ter sempre para citar, exemplos de iniciativa como o projeto "Cega Faz" que foi desenvolvido na cidade de Vila Velha (ES) em 2008, onde deficientes visuais reciclam garrafas pet e fabricam vassouras do tipo piaçava. Projetos que superam a deficiência (física e financeira) e resgatam a autoestima em prol da questão ambiental.

Gostaria de não ter que dizer, eu não sabia...

sábado, 5 de abril de 2014

Melhor rir, que chorar...

                                         Imagem: blogs.estadao.com.br
Por Pedro Paulo

Ontem pela manhã ouvi que um dos temas principais da capa do Jornal A Gazeta daqui era sobre economia. "No Brasil você paga impostos, mas não têm os serviços". A matéria trouxe algumas estatísticas e revelam tudo aquilo que sabemos! "Brasileiro reclama: cadê o retorno social?". Deixo o Link abaixo para quem desejar ler a matéria.

Sabemos que a carga tributária no Brasil é uma das mais altas do mundo e penaliza o trabalhador que paga tantos impostos e se frustra por não receber o retorno em seu benefício.

A imprensa tem desempenhado muito bem o seu papel de alerta e denúncia pelo desvio das verbas públicas e pelos gastos excessivos do governo.

Temos visto várias formas de repúdio a essa situação que nos incomoda e deixa muito indignados. O grande humorista Chico Anísio era magistral em suas críticas e esse personagem que criou demonstrava  a sua indignação pela corrosiva política que há tempos vem sendo praticada pelos governantes.

Infelizmente enquanto a gente toma café tem que encarar a dura realidade que vivemos a cada dia. Parece até que somos desafiados a acostumar com essa situação.

Triste dizer: Melhor rir, que chorar? Ou dizer: É melhor rir para não chorar...

Link: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2014/04/noticias/dinheiro/1483620-no-brasil-voce-paga-impostos-mas-nao-tem-os-servicos.html

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Putin (Fala sério...)

Por Pedro Paulo

Bem, acordei "putin da vida" (ou puto da vida), com as reportagens que tenho visto nos noticiários televisivos já se faz um bom tempo. Explicando, devo dizer que usei essa expressão no diminutivo para ironizar que tenho andado indignado!

Quase todo mineiro tem a mania de abreviar algumas expressões que usa para apimentar e ressaltar as coisas que ele vê e sente. Talvez não seja apenas mania dos mineiros, pois na época que viajava a negócios ouvia casais em outros estados tratando um ao outro de "mozinho" (amorzinho).

Meu saudoso pai, quando queria chamar nossa atenção por alguma desobediência, dizia: -"fiin, faça as coisas direito". Ele estava querendo dar um pito, por isso filhinho virou fiin. Ainda, quando a gente fazia alguma travessura ele tratava de dizer: - "Bunitin (bonitinho) o que você tá fazendo". Era a maneira como ele demonstrava indignação.

Voltando as reportagens, vejo que quase ninguém consegue explicar as coisas e fatos que ocorrem não só em nosso país como também no mundo. Por exemplo, vou citar o sumiço do avião da Malásia. As autoridades responsáveis pelas investigações estão mais perdidas que cego em tiroteio quando tentam prestar algumas explicações do desastre, por isso mesmo, os familiares das vítimas estão cada dia mais indignados!

Já faz um bom tempo que o nosso ex-governante ocupante do Planalto disse que não enxergava nada de errado que acontecia na época em seu governo, (vejam a charge que fizeram do digníssimo). Isso causou em muita gente, grande indignação!


Dias atrás vi uma notícia muito interessante, vejam só! O Obama estava "putin" da vida com a crise gerada na Ucrânia justamente pelas decisões adotas na região pelo presidente da Rússia (o Putin) que vejam bem,  falando sério, se chama Putin. Notei que o Obama estava bastante indignado!

O Jornal A Gazeta do Espírito Santo (http://gazetaonline.globo.com/novo/ ) na véspera do carnaval deste ano, publicou uma manchete à respeito do fim que estava sendo dado aos condenados do mensalão depois da benesse que tiveram após o julgamento dos embargos infringentes. Que foi: "O carnaval da Impunidade". O título já expressa indignação!

Ainda sobre o mensalão, quero recordar a frase que a Ministra Carmem Lúcia disse no início desse julgamento em 09 OUT. 2012: "A ilegalidade não é normal". Pode-se ver o julgamento em frases pelo site: noticias.uol.com.br. Realidade que expressa indignação.













O povo resolveu sair às ruas em massa para protestar como vimos em Junho de 2013. Isso ocorreu devido a uma intolerância geral da população e como um desabafo pela corrupção que sempre nos deixa muito indignados.
















A ilegalidade e a corrupção vêm sendo praticadas dia a dia como temos visto, porém o certo é: "A justiça tarda mas não falta". O que pode abrandar essa indignação que se instala em todos nós é o que as Escrituras Sagradas advertem como vemos em Gálatas 6:7 -"Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo que o homem semear, isso também ceifará".